Meus avós são casados a 54 anos. A mulher do dono da Macy’s resolveu não entrar no bote salva-vidas no Titanic porque o marido não poderia ir junto (antigamente ainda tinha “mulheres e crianças primeiro”) e disse “Como temos vivido juntos, vamos morrer juntos”. Vejo verdadeiros amores reinarem soberanos por aí.
Agora, me pergunto. Como isso? Há quem diga que um casamento de tanto tempo só sobrevive com amor e muita mentira. Realmente, depois de passar 54 anos com alguém, nem tudo o que você disse acaba sendo verdade.
Mas o que quero falar aqui não é sobre pequenas (ou grandes) lorotinhas. É sobre o amor. Será que sabemos o que é amor, amor mesmo? De verdade? Sou da teoria que o amor se cria a partir da paixão. Se cria com o tempo, se aprimora com os dias. Isso falando de relacionamento entre casais.
Será que insistir nos leva a algum lugar?
Como saber quando o amor acaba? Como saber quando ele tem chances ainda?
Sinceramente? Como ser feliz?
Ultimamente tenho me questionado tantas coisas nesse assunto. O que vale a pena, o que não vale… Como passar para o outro um problema e o outro ouvir e entender plenamente.
Como fazer tudo pelo outro sem se deixar de lado.
Dizem que eu casei cedo demais. Eu prefiro pensar que escolhi aprender antes de todos. Porque estar casado é um aprendizado. De coisas boas e ruins. De como lidar com o outro até aprender que o silêncio é bom e as vezes faz falta.
Como saber o que fazer, quando fazer e como fazê-lo? Nas horas de crise, porque sim, são só nas horas de crise que nos preocupamos com isso, a pressão e o stress são tão grandes que queremos largar tudo para o alto. Abandonar todos os planos. Tudo. Abandonar até a própria sanidade.
Eu só desejo uma coisa nesses tempos de crise. Uma bolsa de água quente interna que cure qualquer ferida ou escoriação. Porque o tempo está levando tempo demais para me arrumar.
E aí? Eu caso ou compro uma bicicleta?
xoxo









